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Cardiologia Hipertensão

Dr. Artur Tadeu Rodrigues Alves

Esta é uma situação que acomete 15% da população adulta e, hoje sabendo-se um pouco mais a respeito, agride o ser humano de diversas maneiras, intensidade e agressividade, independentemente de sua raça, credo ou status.

Ela pode começar de forma tão insidiosa que, quando a pessoa começa a sentir-se mal, muitas vezes, já aconteceu alguma lesão, às vezes de forma irremediável. Como uma grande parte da população sofre deste mal, que tem como uma de suas características “ser controlável , porém não curável”, é imprescindível que pelo menos três a quatro vezes ao ano procure-se medi-la quando menos para confirmar que está normal. As estatísticas já forneceram dados a respeito da importância da prevenção da hipertensão no que diz respeito ao “órgãos-alvo” ou “órgãos de choque”, que são aqueles que mais sofrem com as alterações dos níveis da pressão arterial. Estes órgãos podem ser os rins, o cérebro, o coração, o fígado, enfim qualquer órgão pode ser acometido por agressões da hipertensão, o que traria muitas vezes danos como infarto do miocárdio, derrame cerebral, diabetes, e outros.

O controle da hipertensão é estabelecido pela utilização de drogas pertencentes à vários grupos famacológicos. Estes grupos são divididos de acordo com a forma de ação do medicamento, e podem ser, por exemplo, beta-bloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, diuréticos, inibidores da eca, entre outros. O mais importante é sempre o fato de se conseguir controlar a pressão ou não em níveis satisfatórios, com a utilização destas drogas de forma isolada ou associada.

Foi realizado um estudo, pela liga da hipertensão arterial do hospital das clínicas da Universidade de São Paulo, onde foram aferidos os esfigmomanômetros ( aparelhos de medir a pressão ), em vários consultórios, hospitais, postos de saúde e farmácias, para que se soubesse quantos equipamentos calibrados estavam sendo usados e aonde estavam esses aparelhos. A conclusão do trabalho foi de que houve um grande número de equipamentos descalibrados em utilização, principalmente nas drogarias. Houve ainda um número significativo, porém não tão elevado, destes equipamentos descalibrados em uso em consultórios, por mera desinformação dos médicos quanto à possibilidade de calibrá-los, o que seguramente foi realizado.

Existe, hoje, à disposição da população, uma metodologia que permite avaliar, identificar e diferenciar indivíduos realmente hipertensos daqueles cuja pressão se eleva somente nos consultórios médicos. Este método é chamado de M.A.P.A., ou seja, monitorização ambulatorial da pressão arterial.

Lembre-se que em qualquer caso de dúvida , um médico deve ser procurado para os esclarecimentos que se fizerem necessários, principalmente naqueles indivíduos que sempre apresentam pressão alta nos consultórios e pressão normal fora deles.
  Publicado em: 15.02.1998

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