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A fotografia em
dermatologia tornou-se um acessório obrigatório
porque - a imagem é um suporte perfeitamente
adaptado a observação médica. Com ela é possível
o seguimento do quadro clínico e a troca de
comunicação médica.
Leia sobre:
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Equipamento Fotográfico |
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Iluminação |
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Fotografia Dermatológica (Macrofotografia e
Microfotografia) |
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Arquivamento e conservação |
EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO O equipamento fotográfico para uso dermatológico
resume-se numa câmara que usa filme de 35mm de
bitola, por ser mais leve, fácil de usar e pode
produzir imagem em filmes reversíveis de 35mm
que após processado serão montados em molduras
de 5x5cm de fácil manejo e arquivamento. A câmara fotográfica é composta por:
- Corpo - constitui de uma caixa
formada de vários componentes que
protegem o filme contra qualquer
tipo de luz, menos aquele que entra
através da objetiva no momento da
foto.
- Visor - mostra o objeto a ser
fotografado, permitindo ao fotógrafo
o estudo do ângulo a ser
fotografado. Denominamos sistema reflex quando esse ângulo de visão é
feito através da objetiva,
evitando-se assim erro de paralax.
- Diafragma e obturador - O
diafragma controla a quantidade de
luz que chega ao filme, e o
obturador, o tempo de incidência de
luz. Na hora do disparo, o diafragma
e o obturador se abrem e se
movimentam dentro de um sincronismo
ótimo previamente programado pelo
fotógrafo, ou de forma automática
comandada pela próprio câmara
(câmaras automáticas).
- Objetiva - Elemento fundamental
do aparelho fotográfico onde se acenta toda a qualidade óptica do
sistema. É possível através dela,
focar o objeto e via de regra,
substituí-la por outra objetiva de
distância focal menor ou maior,
dependendo do trabalho a ser
executado.
Denominamos distância focal (DF) a
distância entre o plano do filme e o
centro da objetiva. Essa focal (DF)
pode ser fixa ou variável. A escolha da distância focal
determina a perspectiva. Uma
objetiva de distância focal de 50mm
corresponde aproximadamente ao
ângulo de visão humana (58 ). Na
prática dermatológica não é
aconselhável o uso de objetivas
grande angulares devido a deformação
por elas produzidas, exceto quando
desejamos fotografar paciente de
corpo inteiro. Para fotos de face e mesmo de
segmentos do corpo humano a
objetivar de distância focal entre
70 e 105mm (macro) é a desejada,
pela comodidade de seu uso, não
necessitando muita aproximação do
objeto e apresentar perspectiva
favorável. Quando a câmara fotográfica permite
a medida da luz através da sua
objetiva, feita por sensor
(fotômetro) localizado no plano do
filme, denominamos sistema TTL (Through
the lens) avanço técnico importante
que evita erro na medida da
incidência da luz. As objetivas de foco automático
apresentam um avanço tecnológico e
funcionam baseando-se na diferença
de contrastes objeto a ser
fotografado, podendo ser, de valor
limitado em fotografia
dermatológica, quando necessitamos
de grande aproximação e os
contrastes muitas vezes são
discretos. Para obtermos uma boa fotografia não
necessitamos, muitas vezes, um bom
equipamento mas para obter uma boa
fotografia dermatológica sim.
ILUMINAÇÃO Para o olho humano, numa folha de
papel é sempre branca em qualquer
hora do dia, qualquer que seja a
iluminação do ambiente, o filme
fotográfico não possui essa mesma
capacidade de adaptação. Podemos
verificar isso, nas fotografias
tomadas pela manhã quando há
predomínio do tom azul e tom
avermelhado quando a fotografia é
realizada no fim da tarde. Por isso
é de fundamental importância a
padronização de luz utilizada na
fotografia dermatológica, usando-se
sempre um "flash" como fonte de luz.
O "flash" pode ser colocado sobre a
câmara, embutido na mesma (câmara
moderna) e ainda sobre a extremidade
da objetiva. O controle da exposição ao "flash"
pode ser normal baseado na
experiência do fotógrafo que escolhe
o diafragma apropriado em função do
objeto, e distância a ser
fotografada, uma vez que a
quantidade de luz lançada pelo
"flash" é constante. Mais recentemente uma célula que
mede a quantidade de luz foi
integrada a alguns "flashs" mais
modernos medindo essa quantidade de
luz vinda através da objetiva
("flash" e objetiva TTL) podendo
assim interromper a quantidade de
luz do "flash", quando esta já se
tornou ideal no filme a ser
impressionado. Essa tecnologia (TTL) é encontrada
na maioria das câmaras e "flashs"
modernos e representam uma evolução
considerável mas apresentam algumas
limitações em fotografia
dermatológica. O "flash" usado deve ser possante
(Número guia > 12) e três tipos são
disponíveis:
"Flash" frontal exterior - colocado
frontalmente em uma inclinação de 85
possibilita boa iluminação com
detalhe em lesões em relevo (pápula,
nódulo). "Flash" circular
- por longo tempo
considerado indispensável para
fotografia médica por possibilitar
foto de mucosa e cavidades e ainda
diminuir reflexos e sombras sendo
contudo, imperfeito nas fotografias
onde o relevo é fundamental.
"Flash" incorporado - sua força
luminária é limitada deixando muito
a desejar quando necessário
fotografar um objeto em grande
aumento. O uso de "flash" eletrônicos duplos,
de luz refletida e de grande
potência apresentam grande
performance, mas exigem maior espaço
físico e maior investimento
financeiro.
FOTOGRAFIA DERMATOLÓGICA
(Macrofotografia e fotomicrografia) Denominamos macrografia a técnica de
se obter uma imagem (I) maior do que
o objeto (O) fotografado. Uma câmara comum com objetiva normal
não nos permite obter fotografias
com grande aumento de imagem. Para
termos uma idéia da relação imagem
(I) e objeto (O) fotografados damos
abaixo uma visão
|
Tipo
de Foto |
1:0 |
| Fotografia comum |
< 1:10 |
| Close-up |
1:10 - 1:4 |
| Macrofotografia |
1:1 - 30:1 |
| Fotomicrografia
(microscópio) |
30:1 |
Em fotografia dermatológica usamos
uma relação de imagem objeto (1:0)
1:2 - 1:10 para fotografia de imagem
de rosto inteiro e pequenas lesões
nela localizadas. Com menor
solicitação usamos 1:15 - 1:30 para
foto de segmento de corpo. Para obtermos um aumento de imagem
em relação ao objeto podemos usar as
lentes chamadas "close-up" que
colocadas na frente da objetiva
normal, permitem aumento da imagem
fotografada. É solução econômica,
mas com perda da definição da imagem
nas bordas das lesões. O uso de objetivas especiais
denominadas "macro" é o mais
indicado para a fotografia
dermatológica, sendo a "macro" de
l00mm a mais indicada, pois
apresenta a melhor perspectiva. A
macro 50 mm produz distorção em
fotos de face "aumentando" o tamanho
do nariz, mas com ela podemos
resolver cerca de 90% dos trabalhos
fotográficos dermatológicos. Nas objetivas "macro" modernas as
escalas de aumento vem rotuladas ao
longo da objetiva facilitando o seu
uso. Para tanto, quando vamos
fotografar uma lesão com aumento 1:2
(por ex.) colocamos inicialmente o
"foco" nesse aumento e depois com
movimentação da câmara para diante e
para traz focalizaremos o objeto.
Isso é útil quando desejamos fazer
seguimento terapêutica, pois a lesão
poderá ser fotografada sempre com o
mesmo aumento. Para fotos de rosto inteiro devemos
usar uma escala de aumento 1/0 de
1/10 procurando sempre montar uma
linha imaginária horizontal que
passa na ponta do nariz e lobo de
orelha. Fotos de cavidade bucal sugerimos
escala de ampliação 1/4 usando-se
sempre o flash circular. Nos grandes aumentos 1:3, 1:2 e 1:1
devemos procurar usar um tripé, pois
nesses aumentos, o foco torna-se
extremamente lábil. Para a iluminação usando-se a lente
macro devemos usar sempre "flash" de
razoável potência (número guia > 12)
esse número geralmente é fornecido
pelo fabricante e a abertura
utilizada poderá ser calculada pela
fórmula:
NG = Abertura do diafragma X
Distância do flash ao objeto
Abertura do diafragma = NG :
Distância do flash do objeto Contudo, esse método mesmo sendo
válido para a fotografia em geral,
bem como o uso de sistemas
automáticas no controle de luz e
foco, não são às vezes recomendáveis
para o uso de macrofotografia em
medicina, quando necessitamos grande
aumento da imagem recomendamos o uso
de testes prévios com anotações para
o perfeito controle das fotografias
em dermatologia.
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abertura |
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aumento 1/0 |
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sensibilidade do filme usado |
Uma solução econômica para
fotografia e fotografias
dermatológicas com aumento não mais
que 1:4 (Imagem: Objeto) seria o uso
de câmara TTL reflex e objetiva zoom
35/70mm (macro). Essa objetiva teria
uso em fotografia de modo geral e
fotografia dermatológica. Contudo, o máximo aumento está
restrito na relação 1:4. Além da parte técnica é muito
importante que uma imagem científica
seja registrada sem qualquer
interferência como brincos, aparatos
no cabelo, roupas de cores vivas e o
fundo quando houver, deverá ser
neutro (negro, cinza ou azul). Finalmente devemos sempre lembrar do
aspecto legal da fotografia,
solicitando ao paciente por escrito
a autorização para fotografá-lo e
eventualmente reprodução da foto
realizada.
ARQUIVAMENTO E CONSERVAÇÃO Nos dias de hoje, onde ainda não foi
possível o arquivamento de imagens
em discos rígidos de informática,
resta-nos preservar o arquivo de
diapositivos evitando sua
deteriorização. O diapositivo possui em sua
estrutura substâncias higroscópicas
não somente na sua camada de
formação de imagens como no suporte.
A umidade pode provocar degeneração,
provocando ao longo do tempo,
reações químicas, mudanças na forma
do objeto e propicia ainda, o
desenvolvimento de fungos
(degeneração biológica). Além da umidade, outro fator
importante são os produtos químicos
residuais do processamento de
revelação do diapositivo
especialmente quando o fixador (tiossulfato
de sódio) não for adequadamente
removido na última etapa da
revelação. Por serem formados de substâncias
orgânicas estão sujeitas a
deterioração devido a ação da
própria luz. O manuseio incorreto do diapositivo
(manipulado com as mãos) pode levar
umidade e impressões digitais
facilitando o desenvolvimento de
fungos e mesmo pequenos riscos no
diapositivo. São fatores importantes na
deterioração:
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umidade |
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poluentes ambientais |
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luz (exposição prolongada) |
 |
fungos |
 |
revelação inadequada (tiossulfato de
sódio) |
O filme colorido (diapositivo) é
formado por três estruturas, uma
sobre a outra - uma base plástica -
a emulsão formadora de imagem e um
ligante. A conservação do
diapositivo requer cuidados
especiais uma vez que sua composição
básica é formada por substâncias
deterioráveis.
Preservação do arquivo de
diapositivos Nos últimos anos verificou-se um
significativo avanço na estabilidade
dos corantes empregados, comprovados
por testes de envelhecimento
acelerado, realizados pela indústria
e instituições independentes.
Contudo, vale recomendar aqui alguns
cuidados no sentido de preservar o
diapositivo. Uma das recomendações mais
importantes é relativo ao
arquivamento evitando-se montar
diapositivo em molduras de papelão
que absorvem umidade. Usar as
molduras de plástico. Arquivar os diapositivos em armário
de aço em estruturas com ranhuras
distantes uma das outras
possibilitando a ventilação entre
eles. As estruturas não devem ser
higroscópicas (madeira, papelão,
cloreto polivinil PVC). Quando arquivar diapositivos em
cartelas transparentes usar
preferencialmente o polietileno ou
prolipropileno que não aderem ao
diapositivo (ao contrário do PVC)
mesmo em condição desfavoráveis de
umidade. Manter a umidade relativa do ar (UR)
sempre inferior a 65% usando-se em
áreas de grande volume de
arquivamento um termômetro
higroscópico. Nas áreas de
arquivamento menor podemos usar a
sílica gel. Manusear os diapositivos sempre com
luvas de algodão. Processamento dos
filmes em laboratório de confiança.
Limpeza e remoção de fungos A limpeza de diapositivos pode ser
realizada em laboratório de
processamento onde sofrem um
processo de limpeza semelhante ao
processo final de revelação após a
fixação, ou ainda usando produtos
químicos produzidos pelas grandes
firmas do ramo (Kodak) próprias para
esse fim. A remoção de fungos da superfície
podem ser feitas com algodão
levemente umedecido com
tricloroetano com cuidado e
superficialmente passar sobre o
diapositivo verificando-se se o
mesmo não está sendo solubilizado
pelo produto. O tricloroetano é um composto
orgânico tóxico que deve ser usado
com cuidado, próximo a áreas
ventiladas para se evitar
contaminação por inalação. O diapositivo limpo e recuperado
deve ser novamente untado em moldura
plástica, utilizando-se sempre luva
de algodão no manuseio das
transparências.
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