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Os tumores de
pele, particularmente os carcinomas basocelular
e espinocelular são dos mais freqüentes no
homem, constituindo-se num problema sério em
países tropicais como o Brasil.
Isto porque a
principal causa desses tumores, além da
predisposição genética, é a exposição ao sol
(radiações ultra-violeta A e B). O UV-A é
responsável pela agressão às camadas profundas
da pele determinando alterações celulares,
depressão imunológica e, conseqüentemente,
envelhecimento precoce da pele, manchas, lesões
pré-cancerosas e tumores cutâneos. O UV-B causa
os danos agudos, como queimadura solar, algumas
reações de fotossensibilidade e, a longo prazo
também é cancerígeno.
De forma
semelhante, com maior intensidade e em tempo
mais curto agem as câmaras de bronzeamento
artificial que, em geral, emitem UV-A de forma
concentrada. Geralmente, não ocorrem
queimaduras, o que "disfarça" os danos à pele.
Muitas "máquinas" emitem também a UV-B, sendo
igualmente prejudiciais. É um procedimento
absolutamente contraindicado pelas sociedades
médicas em todo o mundo. A relação dessas
exposições com uma maior incidência de câncer de
pele é confirmada na literatura médica. O risco
aumenta proporcionalmente ao número de sessões
por ano.Esses equipamentos foram desenvolvidos
para finalidades terapêuticas em algumas doenças
de pele que se beneficiam com a emissão da
radiação UV, associada ao uso de medicamentos
específicios, e feita sob rigoroso controle.
A prevenção do
câncer de pele e a manutenção da saúde dependem,
fundamentalmente, de uma mudança de atitude em
relação ao sol e, consequentemente, da não
utilização do bronzeamento artificial. Não há
forma absolutamente segura de se bronzear.
Ninguém consegue ter a cor de pele que gostaria,
se não tiver condições genéticas para isso.
Mudar de atitude
envolve: uso diário de filtro solar com fator de
proteção solar (=fps) de no mínimo 15, e que
proteja contra radiação UV-A e UV-B; preferência
para os filtros físicos (a base de dióxido de
titânio) para as peles muito claras e sensíveis;
repetição das aplicações a cada 2 ou 3 horas em
situações de exposição mais prolongada;
utilização de acessórios, como camiseta, chapéu
e óculos; evitar o horário entre 10 e 15 horas;
limitar o tempo de exposição.
O diagnóstico e o
tratamento precoces das condições pré-cancerosas
e dos cânceres de pele constituem a principal
arma para a sua cura. São muito importantes o
auto-exame da pele e a consulta periódica ao
dermatologista, particularmente para as pessoas
de pele clara, com história pessoal e/ou
familiar de tumores cutâneos.
A suspeita de
lesão pré-cancerosa na pele (queratose actínica
ou solar), em geral localizada em área exposta,
pode ser a observação de pequenas áreas
avermelhadas ou da cor da pele, bem ou mal
delimitadas, ásperas ou com escamas grosseiras e
que não desaparecem ao longo do tempo.
Os carcinomas
cutâneos podem ter aspectos variados: desde
pequenos ferimentos que nunca cicatrizam;
elevações na pele, ulceradas ou não até grandes
massas tumorais. Felizmente, os tipos mais
comuns de câncer de pele, desde que detectados
na sua fase inicial, não invasiva são passíveis
de cura.
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