|
A fissura lábio-palatina é uma malformação
congênita que é causada por uma combinação de
diversos fatores: genéticos, pré-natais,
ambientais, nutricionais e outros.
Existem as fissuras somente de lábio (o chamado
lábio leporino), somente de palato e aquelas de
lábio e palato. A correção cirúrgica é feita
pelo cirurgião plástico, sendo que a dos lábios
é realizada, geralmente, aos 3 meses quando
unilateral, e aos 3 e 6 meses quando bilateral.
A correção do palato (céu da boca) é realizada,
geralmente, aos 18 meses.
A criança com fissura lábio-palatina pode ser
amamentada normalmente no seio ou na mamadeira,
tomando-se alguns cuidados, como o
posicionamento mais verticalizado da criança
para facilitar a deglutição. Além disso, um
determinado posicionamento do bico do seio pode
favorecer uma sucção mais eficiente. A mãe deve,
junto ao bebê, encontrar a melhor posição.
Deve-se ir introduzindo a alimentação pastosa e
depois a sólida, seguindo as orientações
pediátricas usuais.
A linguagem dela desenvolve-se normalmente. Por
isso, toda estimulação é de extrema importância.
A leitura de livros, as brincadeiras, as músicas
são importantes formas de estimular essa
criança.
A dicção dela pode se desenvolver com alguma
alteração, conforme a configuração da arcada
dentária e do palato (céu da boca). Ela pode vir
a ter uma fala anasalada.
A partir dos 2 anos a criança pode ser
acompanhada pelo fonoaudiólogo, que poderá
orientar os pais quanto a exercícios que podem
ser feitos em casa para tratar da voz anasalada
e da dicção. Conforme o caso, ela pode
necessitar de acompanhamento mais intensivo,
semanal, para prevenir que a fala não se
desenvolva com mais alterações.
Quando a primeira cirurgia do palato não resulta
numa voz adequada, pode haver a necessidade de
uma revisão cirúrgica, cuja época varia de
acordo com o tipo de tratamento adotado pelo
cirurgião plástico.
Em quaisquer dessas situações é aconselhável que
essa criança seja acompanhada pelo
fonoaudiólogo, para que receba as orientações e
os tratamentos adequados.
|