|
A utilização de suplementos esportivos é uma
prática que cresce a cada dia, seja entre
atletas e pessoas que praticam atividade física.
Fenômeno que se deve em parte aos efeitos
atribuídos a estes produtos como melhora da
performance (ergogênicos), aumento da
musculatura ou redução do peso. Porém, estes
efeitos não foram comprovados por meio de
pesquisas científicas.
O uso destes produtos só se justifica em casos
em que a alimentação não consegue suprir as
necessidades nutricionais durante treinos e/ou
competições levando-se em consideração os
fatores que compõe a rotina diária do atleta
(trabalho, escola, sono, tempo disponível para
alimentação, etc). O suplemento só pode
apresentar resultados positivos em situações em
que seu uso atende a uma necessidade de um
nutriente decorrente do exercício. Seu uso deve
ser pontual, isto é, deve ser restrito aos dias
de competição ou períodos específicos de
treinamento.
Não existe consenso sobre a recomendação de
suplementos esportivos para atletas, para
indivíduos ativos (freqüentadores de academia,
por exemplo) isto torna-se mais complicado
ainda. Não existe um controle efetivo sobre a
produção, distribuição destes produtos seja no
Brasil ou em países desenvolvidos como os EUA.
Assim, observa-se a necessidade de maiores
estudos científicos que verifiquem a eficácia e
a segurança dos diversos tipos suplementos.
Creatina
Em nosso organismo, a creatina é produzida pelo
fígado, rins e pâncreas. Também pode ser obtida
através do consumo de carnes. Está envolvida na
produção de energia, e parece que nos exercícios
de curta duração e alta intensidade, a creatina
está relacionada com o desenvolvimento da
fadiga. É utilizada com o objetivo de promover
ganhos de musculatura e força. Porém não existe
consenso sobre o efeito ergogênico da creatina.
Aminoácidos de Cadeia Ramificada (BCAA)
Os aminoácidos de cadeia ramificada (leucina, a
isoleucina e a valina) são utilizados para
evitar a fadiga muscular e para aumentar a
síntese e para aumentar a síntese protéica.
Porém, existem poucas pesquisas, principalmente
sobre o uso crônico de aminoácidos isolados que
permitam estabelecer com segurança o seu papel
no metabolismo humano.
Carnitina
É utilizada com o objetivo de melhorar a
performance e/ou redução da gordura corporal,
pois a carnitina participa da oxidação das
gorduras da dieta. Porém, estes efeitos não
foram comprovados por estudos científicos.
β-HMβ
O beta-hidroxi-butirato (β-HMβ) parecem ter
relação com o metabolismo protéico, são usados
com o propósito de aumentar a massa muscular.
Aminoácidos isolados
Os aminoácidos isolados são utilizados com o
objetivo de promover a liberação de hormônios
importantes para o aumento da massa muscular
(hormônio de crescimento e insulina); facilitar
a produção de alguns neuro-transmissores
aumentar níveis intracelulares de ATP; e redução
do peso corporal. Mas, não há evidências que os
aminoácidos aumentem a performance durante o
exercício ou a massa muscular. Entretanto os
aminoácidos foram desenvolvidos para pacientes
impossibilitados de se alimentarem por via oral
ou para serem adicionados em alimentos
deficientes em aminoácidos específicos, não
existem aminoácidos isolados em quantidades
significativas nos alimentos deficientes em
quantidades significativas nos alimentos. Além
disso, alguns estudos mostram que alguns
aminoácidos podem ocasionar retardo de
crescimento e mudanças nos níveis de
neurotransmissores no cérebro, influenciar a
absorção intestinal de outros nutrientes,
interferir com a ingestão alimentar promover
lesão tecidual, falha renal e outros.
|