|
A gripe para os
médicos também denominada influenza, é conhecida
de todos como uma doença comum durante meses
mais frios do ano. O que poucos sabem é que
denominadas epidemias gripais podem
constituir-se em problema sério para certos
grupos populacionais, em especial aos idosos com
mais de 65 anos ou aos indivíduos portadores de
moléstias crônicas como cardiopatias, diabete ou
outras condições debilitantes. Por outro lado,
crianças com tendência à asma ou com elevada
freqüência de complicações respiratórias, como
otites de repetição ou sinusites, apresentam
exacerbação destes processos por ocasião da
ocorrência de quadros gripais. Além dos aspectos
sanitários, as epidemias de gripe impõem à
sociedade altos custos econômicos decorrentes do
absenteísmo ao trabalho e do aumento na
assistência médica e na ocupação de leitos
hospitalares.
A vacinação
anti-influenza, conhecida desde os anos 60, tem
sido desenvolvida como uma das alternativas para
amenização das situações acima descritas. A
vacina hoje disponível, produzida através de
vírus inativados, alcança índices de proteção
entre 50% e 70% segundo vários estudos,
mostrando eficácia na salvaguarda das pessoas
mais suscetíveis acima descritas e propiciando,
em crianças, um alívio apreciável na incidência
de crises respiratórias e de otites ou
sinusopatias.
Recomenda-se a
administração anual, durante os meses de outono,
de uma dose da vacina (em crianças menores 2
doses na primovacinação), com a expectativa de
efeitos colaterais raros e de baixo grau de
repercussão. Se você ou seus filhos se encontram
em algum dos grupos de risco citados ou se por
outra razão é de seu interesse tentar evitar as
gripes, discuta com o profissional de saúde de
sua confiança acerca dos benefícios desta
modalidade de imunização.
|