home aviso  
artigos eventos noticias links profissionais    
 

09/02/2006

Volta às aulas
Início do ano letivo, ocasião em que pais e professores devem
ficar atentos aos problemas de visão das crianças

A insistência da criança em não ir para a escola ou, ainda, o desinteresse em sala de aula pode estar associado à sua dificuldade em enxergar a lousa, às vezes, essas crianças ainda se tornam irritadas e até mesmo agressivas. Muitas pessoas podem “enxergá-las” como preguiçosas e incapazes por não apresentarem resultados compatíveis ao restante da sala.

Segundo o programa Alfabetização Solidária, que conta com a parceria do Ministério da Educação e Cultura (MEC), a dificuldade em enxergar corresponde a 22,9% dos casos de abandono da escola entre os alunos do Ensino Fundamental da rede pública. Já a OMS – Organização Mundial de Saúde alerta que 500 mil crianças ficam cegas por ano. Os pais devem saber que 30% das crianças apresentam algum tipo de patologia. Aproximadamente 20% delas em idade escolar precisam de óculos.

“Dentre os problemas mais freqüentes na infância estão a ambliopia, popularmente conhecida como Olho Fraco ou Olho Preguiçoso (quando ocorre uma graduação maior em um olho do que no outro)”, explica o Dr. Leôncio Queiroz Neto - médico oftalmologista do Instituto Penido Burnier e diretor do Banco de Olhos de Campinas. Daí, a necessidade de ocluir (tampar) o olho com melhor visão e “forçar” o olho com acuidade visual menor (o mais fraco). A doença se não for tratada adequadamente entre os 4 e 8 anos de idade poderá acarretar em sua instalação definitiva e, ainda, no desenvolvimento do estrabismo. O estrabismo é quando criança enxerga bem de um só olho não comprometendo boa parte de suas atividades e, portanto, dificilmente detectado pelos pais.

”Como as crianças não apresentam sintomas devem ser submetidas a exame oftalmológico na fase pré - escolar. É quando detectamos a necessidade dos óculos e, também, de vícios de refração como: a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia,” adverte o oftalmologista.

Dicas para detecção de problemas de visão das crianças

Até dois anos de idade:

bullet Falta de reação a estímulos luminosos
bullet Aversão à luz
bullet Lacrimejamento excessivo
bullet Manter os olhos fechados por muito tempo
bullet Olho torto
bullet Falta de interesse pelo ambiente e pessoas
bullet Pupila dilatada, opaca ou com reflexo luminoso
bullet Olhos vermelhos e com secreção
bullet Tremor ocular
bullet Dificuldade de engatinhar ou andar

A partir dos três anos de idade:

bullet Dor ou coceira nos olhos
bullet Dificuldade em distinguir cores
bullet Cair com freqüência
bullet Olho torto
bullet Virar um dos olhos para fora
bullet Franzir a testa para enxergar
bullet Assistir televisão muito próxima ao aparelho
bullet Enjoar em viagens
bullet Dores de cabeça após leitura e/ou a jornada escolar
bullet Olhos vermelhos e irritados
bullet Dificuldade em enxergar a lousa
bullet Desinteresse em sala de aula
bullet Lentidão ao copiar as informações
bullet Evitar brincadeiras ao ar livre
bullet Aproximar demais livros e cadernos para ler
bullet Piscar demasiadamente
bullet Falta de reflexo de algum dos olhos em fotografias (a pupila aparece esbranquiçada e não o comum “olho vermelho”)

Para abordar as patologias, dar orientação aos pais e até mesmo realizar um “teste caseiro” para detectar possíveis problemas de visão e, ainda, falar sobre a prevenção de doenças oculares na infância, sugerimos entrevista com o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, médico do Instituto Penido Burnier e diretor do Banco de Olhos de Campinas.


Contatos para a imprensa:
Zulmira Felício
Jornalista Mtb. 11.316
Tel. (11) 9605.7083 / 6163.5366 / 6160.0557

| voltar |

 
   Saúde Total © 1997~2006. Todos os direitos reservados.